Vale a pena investir em energia solar nas propriedades rurais?




Apostar na geração de energia limpa tornou-se uma necessidade. Empresas, residências e agora, cada vez mais produtores rurais, investem em energia solar para reduzir as contas. Segundo dados de 2020 da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o setor rural responde por 13,2% da potência instalada no Brasil e os investimentos nas propriedades passam de R$ 1,7 bilhão. A disponibilidade de novas linhas de crédito, que facilitam a aquisição e a instalação de sistemas fotovoltaicos, contribuíram para a ampliação desse mercado.


Os gastos com energia elétrica, nas propriedades rurais, são altos, e impactam significativamente o orçamento dos produtores. Dessa forma, são repassados no valor do produto, sendo percebidos até nas bancas dos sacolões e prateleiras de supermercados. Ou seja, o consumidor final também é afetado. Encontrar soluções para reduzir esses gastos beneficia não só o produtor rural, mas todos os envolvidos nessa cadeia. Esse cenário fez com que as empresas do setor fotovoltaico, focassem seus olhares para o campo. Hoje, existem cerca de 28 mil sistemas abastecendo 41 mil produtores, segundo declarações do presidente da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia.


Benefícios da adoção da energia solar nas propriedades rurais


A geração de energia solar, no campo, gera inúmeras vantagens para o produtor rural, ou empresa do nicho agropecuário, benefícios que não se restringem à redução das contas de energia, como:

  • Autonomia energética: a aposta em energia solar deixa o produtor livre da dependência de outras fontes. Dessa forma, ele não sofrerá impactos com falhas na distribuição pelas concessionárias.

  • Otimização das atividades da propriedade: a energia gerada pode ser utilizada na irrigação, resfriamento de alimentos, dessalinização da água dos poços artesianos, entre outras atividades, reduzindo os gastos com energia elétrica nesses processos.

  • Garantia de mais sustentabilidade: apostando na energia solar, o produtor contribui para a redução de impactos ambientais.

  • Incentivo a adoção da agricultura de precisão: a redução de custos, obtida pela geração de energia solar, permite que o produtor faça investimentos em outras tecnologias, com o objetivo de realizar um trabalho mais preciso no campo, aumentando a sua produção. Desse modo, poderá adotar soluções, como nossa plataforma IoT, para monitoramento de dados e automação das atividades na propriedade. Com isso, garante os melhores resultados para o seu negócio.

  • Menores impactos na comercialização da produção: ao reduzir os gastos com energia, também se reduz parte dos custos de produção, e consequentemente, os valores repassados nos preços dos produtos.


  • Geração distribuída: a energia gerada e não utilizada, pode ser injetada na rede de distribuição. Isso gera, ao produtor rural, um crédito para uso nas faturas seguintes, seja como desconto, ou em outras unidades consumidoras, desde que de mesma titularidade (CPF ou CNPJ) e dentro da área de concessão da mesma distribuidora de energia. Estes créditos têm validade de 60 meses. O setor rural já é responsável por 8,7% da potência de geração distribuída de energia solar fotovoltaica, segundo dados da ABSOLAR.

  • Retorno certo do investimento: com o passar do tempo e a economia gerada, o produtor consegue ter de volta o valor investido nos sistemas fotovoltaicos e começa a lucrar com a utilização dessa tecnologia.


Qual sistema de energia solar é o mais recomendado?


A definição do sistema fotovoltaico mais indicado, para cada propriedade, depende da análise de diversas características como local da instalação, espaço disponível, consumo de energia, atividades exercidas, tipo dos equipamentos de geração, porte da unidade consumidora e da central geradora. Esse processo é necessário, pois, cada característica definirá, desde a escolha do tamanho do painel, a quantidade de módulos que serão instalados, até a sua inclinação. É importante saber que também existem variações de preços e tipos de estruturas para fixação dos painéis.


O custo para instalação de sistemas no telhado, por exemplo, é menor, porém, exige capacidade dessa superfície para suportar o peso dos módulos fotovoltaicos. Além disso, é preciso definir a fixação correta, de acordo com o tipo de cobertura (telha de barro, fibrocimento e coberturas metálicas). Já as instalações no solo, geram um custo extra, pois além das estruturas de sustentação das placas, é necessária a solicitação da Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental (DDLA). Em contrapartida, os sistemas no solo proporcionam mais praticidade nas manutenções e limpezas.


Ou seja, identificar o sistema de energia solar, mais recomendado para a cada propriedade, dependerá de uma análise completa de toda a sua área, e o alinhamento dessas informações, com as necessidades do produtor. Para isso, o primeiro passo é buscar a ajuda de uma empresa especializada em sistemas fotovoltaicos.


Atenção aos sistemas híbridos


O mercado está se adaptando para ofertar soluções que atendam às necessidades específicas de cada produtor e região. Destacamos aqui a oferta de sistemas híbridos, que combinam sistema fotovoltaico, inversores, gerador de energia à diesel e banco de baterias. Esta é uma alternativa para regiões rurais mais remotas, onde o acesso à energia elétrica é um desafio. Além de ser uma opção sustentável, dados da ABSOLAR demonstram que essa tecnologia reduz em até 95% os gastos com eletricidade.


Bem, agora que você já sabe que vale a pena investir em energia solar nas propriedades rurais, que tal conhecer uma tecnologia que te auxilia no controle dessa geração? Desenvolvemos uma plataforma IoT que monitora a eficiência de cada painel e integra as informações dos inversores e estações solarimétricas. Com a solução, você acompanhará, em um único sistema, os índices de geração e a redução do consumo de energia elétrica, garantindo mais previsibilidade sobre o retorno do investimento. Converse agora mesmo com nossos consultores e saiba mais!


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